
A derrota do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo não foi apenas um resultado esportivo. Foi uma lembrança incômoda de algo que também se repete no mundo empresarial: tradição, talento e reputação ajudam, mas não sustentam sozinhos um projeto de longo prazo. Em campo, o Brasil carregava a camisa, a história e a expectativa. Do outro lado, a Noruega entrou com organização, disciplina, leitura estratégica e capacidade de aproveitar o momento certo. O placar de 2 a 1, com dois gols de Haaland no fim da partida, traduziu uma lição dura: quem não se estrutura, fica vulnerável mesmo quando tem mais prestígio. (The Guardian)
No futebol, como nos negócios, existe uma armadilha perigosa: acreditar que a força natural do talento resolve tudo. O Brasil sempre foi reconhecido pela criatividade, pela técnica e pela capacidade individual de seus jogadores. Mas o futebol moderno exige mais do que brilho isolado. Exige sistema, leitura de risco, coordenação, plano alternativo, disciplina tática e capacidade de execução sob pressão.
Essa lógica é muito próxima daquilo que vivemos diariamente na MSA e na SGA.
Muitas empresas brasileiras também nasceram do talento. Do faro comercial de seus fundadores. Da coragem de empreender. Da capacidade de vender, crescer, improvisar, resolver problemas e abrir caminhos onde antes não havia nada. Esse é um ativo extraordinário. Mas, em determinado momento, o talento empresarial precisa encontrar estrutura. Caso contrário, aquilo que fez a empresa crescer pode não ser suficiente para protegê-la.
É exatamente nesse ponto que o direito deixa de ser apenas uma ferramenta de reação e passa a ser arquitetura de crescimento.
Na MSA – Matheus Santos Advogados, o trabalho jurídico empresarial não se resume a apagar incêndios, responder processos ou revisar contratos de forma burocrática. O papel do advogado estratégico é compreender o jogo inteiro: a operação, os riscos, os sócios, os contratos, a sucessão, o patrimônio, a tributação, a governança e a expansão. Assim como uma seleção não vence Copa apenas com bons jogadores, uma empresa não se perpetua apenas com bom faturamento.
Ela precisa de desenho institucional.
Precisa saber quem decide, como decide, quais riscos assume, como protege seu patrimônio, como organiza sua sucessão, como estrutura sociedades, como evita conflitos internos e como transforma segurança jurídica em vantagem competitiva.
A derrota do Brasil também ensina sobre o custo da falta de adaptação. No futebol, quando o adversário muda o ritmo, pressiona de outra forma ou explora uma fraqueza, a equipe precisa reagir rapidamente. No mundo empresarial, acontece o mesmo. O mercado muda. A legislação muda. A carga tributária muda. A sucessão chega. O conflito societário aparece. A concorrência se internacionaliza. O crédito muda de preço. O capital passa a circular de outra maneira.
E quem continua jogando o jogo antigo, com estruturas antigas, perde espaço.
É nesse ambiente que a SGA – Scremin Global Advisors se conecta ao novo empresário brasileiro. A internacionalização patrimonial e empresarial deixou de ser assunto distante, restrito a grandes grupos econômicos. Hoje, empresários, investidores e famílias empresárias precisam pensar em acesso a bancos internacionais, diversificação de jurisdição, proteção patrimonial, estruturas offshore lícitas, investimentos no exterior, planejamento sucessório global e conexão com capital internacional.
Mas internacionalizar não é simplesmente abrir uma conta fora do Brasil. Assim como jogar no exterior não é apenas vestir uma camisa diferente. É preciso estratégia, compliance, governança, aderência regulatória, clareza documental e visão de longo prazo.
A Noruega, ao vencer o Brasil, não venceu porque tinha mais história. Venceu porque soube executar melhor o jogo que estava colocado. Essa talvez seja a grande mensagem para o empresário brasileiro: o futuro não pertence necessariamente a quem tem mais tradição, mas a quem se prepara melhor.
Empresas familiares, holdings patrimoniais, grupos em expansão, franqueadoras, investidores e empresários de alta performance vivem hoje uma espécie de mata-mata permanente. Uma decisão societária mal feita pode comprometer anos de trabalho. Um contrato mal estruturado pode gerar uma contingência milionária. Uma sucessão negligenciada pode destruir uma empresa familiar. Uma expansão internacional improvisada pode criar riscos fiscais, bancários e regulatórios. Uma governança informal pode transformar crescimento em conflito.
No campo, o erro aparece no placar. Na vida empresarial, muitas vezes ele aparece na DRE, no processo judicial, no bloqueio patrimonial, na ruptura entre sócios, na perda de crédito, na tributação mal planejada ou na incapacidade de atrair investidores.
Por isso, o trabalho da MSA e da SGA parte de uma convicção: empresas vencedoras não dependem apenas de bons momentos. Elas precisam de método. Precisam de estrutura. Precisam de inteligência jurídica e patrimonial. Precisam de uma estratégia capaz de proteger o presente e organizar o futuro.
O Brasil continuará sendo o Brasil. A camisa continuará pesada. O talento continuará existindo. Mas a derrota mostra que nenhum legado se sustenta sem atualização. O mesmo vale para empresas e famílias empresárias. Ter história é importante. Ter patrimônio é relevante. Ter faturamento é essencial. Mas nada disso substitui governança, planejamento e visão estratégica.
A pergunta que fica depois de uma eliminação como essa não é apenas “por que perdemos?”. A pergunta verdadeira é: o que faltou organizar antes do jogo decisivo?
No mundo dos negócios, essa pergunta precisa ser feita antes da crise, antes da sucessão, antes da expansão internacional, antes do conflito societário, antes da autuação fiscal, antes da ruptura familiar e antes da perda de valor.
Porque, no fim, tanto no futebol quanto na vida empresarial, vencer não é apenas ter bons jogadores. É ter projeto.
E projeto, quando é sério, precisa de estratégia, proteção e estrutura.
Matheus Scremin Santos
