
A rede social removerá textos ou vídeos ameaçadores em qualquer formato
O Facebook vai introduzir novas políticas de privacidade para proteger usuários do assédio e das intimidações na rede, em especial para contas de personalidades, políticos ou influenciadores digitais com alto risco de danos no ambiente online. Segundo o Chefe de Segurança do Facebook, Antigone Davis, a empresa deseja derrubar campanhas de “cancelamento” ou ataques coordenados a determinadas pessoas, mesmo se o conteúdo não violar as diretrizes de segurança. A informação é do Canaltech.
Conforme explicou Davis, a rede social removerá textos ou vídeos ameaçadores em qualquer formato, sejam mensagens diretas, comentários ou postagens, inclusive páginas e outras ferramentas associadas ao ato de assédio. Um exemplo típico desta situação ocorreu durante o programa Big Brother Brasil, quando a participante Karol Conká foi bombardeada por mensagens ameaçadoras no Instagram por conta de suas atitudes dentro do reality show.
Ainda na mesma linha, o Facebook também pretende remover perfis, páginas e grupos dedicados a sexualizar indivíduos públicos, como artistas ou celebridades, o que inclui associações falsas, ilustrações e fotomontagens que atentem contra a honra dessas pessoas. Essa pode ser uma medida que dará trabalho às equipes da plataforma em período eleitoral, quando candidatas mulheres costumam ser alvo de campanhas machistas na web.
O Facebook pretende também adicionar proteções extras para indivíduos que se tornaram famosos involuntariamente ou de modo repentino, como jornalistas, ativistas ou pessoas ligadas a famosos.
Facebook pressionado por mudanças
Tudo isso é parte de uma pressão que a plataforma sofre para agir mais ativamente no combate a bullying e assédio em todos os seus aplicativos. A rede social foi alvo de uma série de matérias do Wall Street Journal cujo enfoque eram as pesquisas internas que revelaram impactos nocivos do Instagram na forma como as adolescentes enxergam o próprio corpo. As críticas seriam porque o Facebook sabia dos resultados negativos, mas não teria feito nada para combatê-los, o que levou à empresa a cancelar uma versão “Kids” do Insta.
FONTE: Canaltech | FOTO: Pixabay
