O Superior Tribunal de Justiça marcou para a próxima terça-feira (14/4) a eleição da diretoria para o biênio 2026-2028 e a conclusão da sindicância interna que apura as denúncias contra o ministro Marco Buzzi, atualmente afastado do cargo.

A eleição será feita às 11h e vai apontar os sucessores da atual diretoria, composta pelos ministros Herman Benjamin (presidente), Luis Felipe Salomão (vice-presidente) e Mauro Campbell (corregedor nacional de Justiça).

Eles ficarão nos cargos até agosto. A eleição será feita com alguma antecedência porque os ministros devem utilizar urnas eletrônicas cedidas pela Justiça Eleitoral e que, mais adiante, estarão comprometidas com o pleito geral de outubro.

Isso ocorre porque, diferentemente das últimas transições na corte, desta vez haverá efetiva votação. Até a escolha de Herman Benjamin, os cargos eram ocupados pelo critério da antiguidade e a eleição era feita por aclamação.

Apesar disso, dificilmente haverá surpresas. Salomão deve ser eleito presidente, tendo Campbell como vice. O ministro Benedito Gonçalves será o corregedor Nacional de Justiça — nesse caso, terá de ser aprovado no Senado.

Pela antiguidade, o ministro Og Fernandes poderia assumir a Presidência, mas ele se aposentará em novembro e não manifestou intenção de ocupar o cargo. Por fim, o ministro Raul Araújo assumirá a direção-geral da Escola Nacional de Formação de Magistrados (Enfam).

Sindicância interna
Às 16h30 de terça, o Pleno do STJ vai conhecer o resultado da sindicância relativa às denúncias de importunação sexual contra Marco Buzzi, que está afastado do cargo desde 10 de fevereiro — o tribunal convocou para seu lugar o desembargador Luis Gambogi, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Buzzi é acusado de importunar sexualmente uma jovem durante férias em Balneário Camburiú (SC). Há uma segunda vítima, servidora do STJ, que faz acusações semelhantes sobre fatos ocorridos nas dependências do tribunal.

FONTE: Conjur | FOTO: Reprodução