Uma ação protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal) pede o pagamento de R$ 12 bilhões por danos morais e materiais e uma série de medidas que classifica como “obrigações de fazer”, entre elas a abertura de investigações pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Na petição, apresentada em causa própria, o autor afirma ser vítima de perseguições há cerca de 18 anos e sustenta a existência de uma suposta organização criminosa internacional responsável por crimes como “clonagem de DNA”, manipulação genética, controle mental, uso de satélites, robôs e uma tecnologia chamada por ele de “Blue Bean”.

O pedido também solicita que o STF determine a instauração de inquéritos para apurar os fatos narrados e afirma que os supostos crimes teriam causado prejuízos bilionários ao poder público e à sociedade.

“Outro ponto de destaque seria a participação de agentes públicos e falha notória da Polícia Federal e Ministério Público Federal que redundou no maior prejuízo já causado ao tesouro nacional, na História do Brasil República”, afirma um trecho da ação.

Como funcionaria o suposto esquema
Segundo a petição, a organização utilizaria satélites, robôs e engenharia genética para substituir pessoas por “clones”, que passariam a assumir suas identidades, patrimônio, carreira e relações pessoais.

O autor afirma que as supostas vítimas seriam mantidas em cárcere, submetidas a torturas, violência sexual e, em alguns casos, assassinadas, enquanto os “clones” continuariam vivendo normalmente em seus lugares. Também sustenta que existiria uma tecnologia capaz de “voltar no tempo” para modificar acontecimentos e influenciar pessoas.

A ação ainda afirma que haveria infiltração de “clones” na Polícia Federal, no Ministério Público e no Poder Judiciário.

“A Polícia Federal foi infiltrada, com inserção de clones”, diz uma petição complementar apresentada ao STF para reforçar o pedido de tutela de urgência.

Neymar, Gabigol, Ivete e dezenas de famosos
Ao longo das quase 40 páginas da ação, são citadas dezenas de celebridades brasileiras e internacionais.

Entre os brasileiros, a petição afirma, sem apresentar provas, que teriam sido vítimas da suposta “clonagem de DNA”:

Neymar;
Gabigol;
Ronaldo Fenômeno;
William Bonner;
Claudia Leitte;
Ivete Sangalo;
Bell Marques;
Djavan;
Samuel Rosa;
Marina Ruy Barbosa;
Miguel Falabella;
Wesley Safadão;
Roberto Carlos;
Mayara e Maraisa;
Marília Mendonça, sobre quem afirma que “a verdadeira estaria viva”.
Também são mencionados empresários como Joesley Batista, Jorge Paulo Lemann, Vicky Safra, Abílio Diniz e membros da família Antônio Ermírio de Moraes.

Já no cenário internacional aparecem figuras como Leonardo DiCaprio, Tom Cruise, Tom Hanks, Brad Pitt, Angelina Jolie, Donald Trump, Elon Musk, Vladimir Putin, Xi Jinping, Rei Charles III, príncipe William, princesa Kate, Benjamin Netanyahu e o Papa Leão XIV, entre outros.

Os exemplos citados na ação
Ao longo da petição, são descritos diversos episódios envolvendo personalidades.

Segundo o documento, Neymar teria sido visto “machucado” nos Lençóis Maranhenses, enquanto um “clone” viveria sua vida normalmente. Já Gabigol estaria jogando futebol no Maranhão enquanto outra pessoa teria assumido sua identidade.

A ação também afirma que Tatau, da banda Ara Ketu, teria sido mantido em cárcere por milicianos; que Claudia Leitte também teria sido vítima da suposta clonagem; e que Marina Ruy Barbosa teria sido obrigada a assumir a identidade de uma ex-namorada do autor da ação.

Em outro trecho, a petição diz que William Bonner teria sido visto em um restaurante nos Lençóis Maranhenses, Fernando Alonso em Barreirinhas e que Joesley Batista apareceu “com sexo feminino e grávida”. Também afirma que artistas como Miguel Falabella, Wesley Safadão, Mayara e Maraisa e Marília Mendonça teriam sido vítimas do mesmo esquema.

Empresas, guerras e crianças
A ação também atribui à suposta organização a responsabilidade por crises financeiras de empresas brasileiras. Segundo a petição, companhias teriam perdido recursos em um suposto esquema de pirâmide financeira operado por robôs e satélites.

O documento ainda relaciona a suposta organização ao desaparecimento de crianças, à manipulação genética em massa, ao início de guerras internacionais e à possibilidade de alterar acontecimentos históricos por meio de uma tecnologia capaz de “voltar no tempo”. Também afirma que haveria crianças substituídas por “clones”.

Pedido de urgência
Em petição complementar apresentada ao STF, o autor reiterou o pedido para que a Corte determine atuação imediata da Polícia Federal. “O pedido indenizatório tem por escopo a manifestação da digníssima Polícia Federal, em caráter de urgência”, afirma o documento.

Na manifestação, também sustenta que haveria pessoas em situação de violência e vulnerabilidade e pede que a tutela de urgência seja analisada “em razão do perigo da demora”. “Precisamos de urgência e coragem para enfrentar o maior atentado à Democracia Brasileira, desde a sua origem”, conclui a petição complementar.

Até o momento, a ação aguarda análise no Supremo Tribunal Federal e não há decisão de mérito sobre os pedidos formulados.

FONTE: CNN Brasil | FOTO: Marcello Casal Jr