
O empresário é apontado como o responsável pela organização criminosa, que é suspeita da prática de crimes no Brasil e no exterior
A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário curitibano Francisley Valdevino da Silva, o ‘Sheik dos Bitcoins’, e outras cinco pessoas no inquérito que investiga fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas.
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O ‘Sheik dos Bitcoins’ está preso desde 3 de novembro. O empresário é apontado como o responsável pela organização criminosa, que é suspeita da prática de crimes no Brasil e no exterior.
De acordo com a PF, a investigação aponta que, de forma estruturada e com divisão de tarefas, os indiciados promoveram a prática de fraudes mediante diversas plataformas virtuais e empresas relacionadas a criptoativos e marketing multinível, corriqueiramente envolvendo captação de recursos com oferecimento de pagamentos de rendimentos superiores ao usualmente encontrados no mercado.
“Segundo divulgado pelos criminosos, os valores investidos seriam rentabilizados mediante atividades de trading com criptomoedas. A investigação logrou êxito em comprovar que nunca houve rentabilização dos recursos das vítimas. Tão logo os valores ingressavam nas contas e carteiras de criptoativos do grupo criminoso, deles imediatamente se apropriavam os indiciados, utilizando um pequeno percentual dos recursos para pagamento mensal das vítimas e gastando o restante conforme seus interesses particulares”, cita a PF.
Segundo documentos encontrados, estima-se que o dano provocado pela organização criminosa teria sido entre R$ 583.937.457,42 (quinhentos e oitenta e três milhões, novecentos e trinta e sete mil, quatrocentos e cinquenta e sete reais e quarenta e dois centavos) podendo ter alcançado o valor de R$ 1.150.000.000,00 (um bilhão, cento e cinquenta milhões de reais).
Francisley Valdevino da Silva foi indiciado pelos crimes de constituição de organização criminosa, estelionato, obtenção de ganhos ilícitos em detrimento de número indeterminado de pessoas mediante processos fraudulentos, lavagem internacional de dinheiro e oferecimento de valores mobiliários sem registro prévio junto à autoridade competente.
O processo investigativo foi então encerrado e encaminhado ao Ministério Público Federal, ao qual compete análise das provas produzidas e o eventual oferecimento de denúncia para início de ação penal contra os indiciados.
FONTE: Metropoles via Banda B | FOTO: Reprodução
