
Na semana que o Brasil celebra seu bicentenário da independência, vejo negócios e empreendedores mutuamente DEPENDENTES entre si. Se tratam de negócios que não vivem sem seus fundadores, seus “patrões” e empresários que – por insegurança ou centralização demasiada – não vivem suas empresas por receios e medos desnecessários. Cria-se, assim, um ciclo vicioso que não é saudável para nenhuma das partes envolvidas…
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Tradicionalmente, em nosso país, empresas e negócios são – em sua maioria – de origem familiar e/ou sucessória. Esse fenômeno denota um forte apego emocional dos sócios (e fundadores) a alguns elementos da empresa, o que origina uma gestão centralizadora e pouco delegável. Nesse aspecto, percebemos uma relação praticamente simbiótica entre empreendedores e empreendimentos, o que impede ambos de crescerem e alçarem novos voos. Escuto cotidianamente de empresários que “a empresa não vive sem mim” e que “se eu tirar férias ou não tiver aqui dentro direto, tudo para”. O que percebemos é um modelo de gestão – nessa situação – arcaico e profundamente centralizador. Em outra medida, esse tipo de relação torna-se profundamente nociva e dependente para as partes envolvidas.
A quebra do modelo “dependente” de gestão se dá por três grandes bases: pessoas, processos e tecnologia. Pessoas, em primeira prioridade, que consigam tocar o negócio com o mesmo esmero, cuidado e competência que seus fundadores e/ou sócios; processos, que venham a perpetuar o modus operandi implantado pela gestão; tecnologia, para automatizar rotinas e tarefas e garantir a plena execução e gestão correta da organização.
Agora que você já sabe o que fazer para ser independente do seu negócio, caro gestor, Independência ou Morte?

