
Ainda não identificado, indivíduo seria irlandês e já teria feito intervenções semelhantes em igrejas de Roma
Gritando “esta não é a igreja de Deus” em inglês, um homem interrompeu a audiência semanal realizada pelo papa Francisco no Vaticano nesta quarta-feira (2). Ele gesticulava enquanto segurava uma máscara preta que havia removido do rosto até que foi levado pela polícia, mostra vídeo com registro do momento.
O indivíduo, que não resistiu à intervenção dos agentes de segurança, também disse “Deus o rejeita; você não é um rei”, referindo-se ao pontífice, segundo a agência de notícias AFP.
O homem também foi ouvido falando em italiano e estava sentado sozinho no fundo da sala de audiências, longe de onde a maior parte dos presentes estavam. Ele aparenta ter de 40 a 50 anos.
Uma fonte do Vaticano disse à agência Reuters que se tratava de um cidadão irlandês que mora em Roma e já fez falas semelhantes em várias igrejas da capital italiana, mas não deu mais detalhes.
O papa Francisco ouviu os gritos, mas não ficou claro se ele entendeu, na hora, o que o homem dizia. Depois que o indivíduo foi levado pela polícia, o pontífice pediu aos presentes na sala de audiência que se juntassem a ele para fazer uma oração pelo homem.
“Há alguns minutos ouvimos um homem que gritava, berrava. Tinha algum tipo de problema, não sei se físico, psicológico ou espiritual, mas é um irmão nosso que tem um problema”, afirmou o papa. “Gostaria de terminar rezando por ele, por nosso irmão que está sofrendo. Não sejamos surdos às necessidades deste irmão.”
Segundo informações do National Catholic Reporter, jornal americano que cobre a Igreja Católica, qualquer pessoa que participe dos eventos do Vaticano deve usar máscaras faciais PFF2 de alta filtragem (equivalentes a outros padrões internacionais conhecidos como N95, KN95 e máscaras P2), que diminuem o risco de infecção por coronavírus.
O papa Francisco tem proferido, nos últimos meses, uma série de discursos que vão ao encontro de demandas históricas apresentadas à igreja, ainda que não tenha alterado os dogmas da instituição. Nesta terça (1º), por exemplo, o pontífice disse às freiras que elas devem lutar quando forem reduzidas à servidão por religiosos do alto escalão.
“Convido-as a lutar quando são tratadas injustamente, inclusive dentro da igreja, quando seu serviço, tão nobre, se reduz à servidão, ainda que por parte dos homens da igreja”, afirmou o pontífice em um vídeo divulgado pelo Vaticano.
FONTE: Folha Online | FOTO: Reuters
