
Em setembro de 2021, o número médio de ciberataques semanais em cada organização atingiu globalmente seu pico com mais de 870 ataques
Que os crimes virtuais estão aumentando não é novidade para ninguém, mas de quanto é esse aumento? Segundo a Check Point Software, empresa de soluções financeiras, relata que o número médio de ataques em geral por semana no mundo às organizações cresceu 40% em 2021 em comparação com 2020 e, no Brasil, o aumento foi consideravelmente maior, com uma média semanal de 967 ataques e um crescimento de 62%. A informação é do Canaltech.
A pesquisa da Check Point Software mostra que os números de ataques virtuais contaram com uma leve diminuição nas semanas anteriores a março de 2020, mas, após esse período, ocorreu um aumento significativo no número médio de ofensivas semanais, com a tendência continuando em 2021.
Em setembro de 2021, o número médio de ciberataques semanais em cada organização atingiu globalmente seu pico com mais de 870 ataques. Isso é mais do que o dobro do número de ataques em março de 2020.
Os setores que estão enfrentando os maiores volumes de ciberataques são Educação e Pesquisa, com um aumento de 60% em relação a 2020, seguido pelos setores de governo e militares, aumento de 40% e pelo setor da Saúde comalta de 55%.
Ransomware aumenta no Brasil
Na mesma pesquisa, a Check Point Sofware observou que os ataques semanais de sequestro virtual (ransomware) sofridos por empresas brasileiras aumentaram 8% em 2021, em comparação com 2020. O relatório também constatou que globalmente em 2021, em média, uma em cada 61 empresas foi afetada por ransomware semanalmente, um aumento de 9% em relação a 2020.
O setor de serviços de Internet, segundo a pesquisa, é o mais atacado por ransomware neste ano, com um aumento de 32% em relação a janeiro de 2020. O setor de Saúde está em segundo lugar, com um aumento de 39%, seguido por fornecedores de software em terceiro lugar, que conta com um aumento de 21%.
Por fim, o relatório mostra quais foram os malwares que mais afetaram o mundo. O primeiro lugar é ocupado por botnets, que afetaram 8% das instituições (uma redução de 9% em relação a 2020), em seguida está o malware bancário, afetando 4,6% das companhias (um aumento de 26%) e, por fim, em terceiro, malwares criptomineradores, com 4,2% das ocorrências (redução de 22%).
FONTE: Canaltech | FOTO: Reprodução/Cellebrite
