
Ofensas ocorreram após uma decisão favorável ao mandato de um vereador do Partido dos Trabalhadores
A desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná, encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, informações sobre ofensas proferidas por Ivan Rejane Fonte Boa Pinto contra ela, após uma decisão favorável ao mandato de um vereador do Partido dos Trabalhadores.
O envio foi solicitado devido à relação do ocorrido com fatos em apuração no STF. Rejane está preso desde o dia 22/7, por ter publicado vídeos com ameaças a magistrados da corte e políticos, como o ex-presidente Lula (PT). A prisão temporária já foi convertida em preventiva.
Maria Aparecida informou que, em outro vídeo, o investigado a chamou de “vagabunda” e a acusou de usar da lei para “tentar derrubar uma casa legislativa”.
A casa legislativa em questão era a Câmara Municipal de Curitiba, que havia cassado o mandato do vereador Renato de Almeida Freitas Júnior (PT). O político era acusado de quebra de decoro por “invadir” uma igreja, em protesto ao assassinato de homens negros.
No início de julho, Maria Aparecida constatou desrespeito ao direito de defesa do vereador e suspendeu os efeitos da cassação. Em seguida, foi alvo dos ataques de Rejane nas redes sociais.
Na publicação, o investigado também chamou os magistrados brasileiros de “togados malditos” e “amaldiçoados”, e alegou que eles “sentam acima da lei” e “trabalham com o dinheiro da esquerda”. Ainda, incitou a população brasileira a colocá-los “nos devidos lugares”.
Na solicitação de envio das informações, a desembargadora disse que os fatos configuram grave ofensa à sua “dignidade pessoal e funcional” e às prerrogativas da magistratura estadual. Ela se colocou à disposição para quaisquer esclarecimentos.
FONTE: Conjur | FOTO: Reprodução
