A Justiça Federal determinou o retorno de Glaidson Acacio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, ao sistema prisional do Rio de Janeiro.

Preso desde agosto de 2021, durante a primeira fase da Operação Kryptos, Glaidson foi capturado pela PF (Polícia Federal) em uma mansão na capital fluminense. Em janeiro de 2023, ele foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

Agora, ele deve retornar ao seu estado de origem para participar de audiências presenciais. A medida foi tomada após a solicitação da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) para que as oitivas fossem realizadas por videoconferência, a fim de reduzir “riscos à segurança pública”. O pedido, no entanto, foi rejeitado pela Justiça Fluminense.

Com isso, Glaidson está autorizado a retornar ao estado. Não se sabe ainda se ele permanecerá no Rio de Janeiro após as audiências ou se será novamente transferido para Catanduvas.

Atuação criminosa; relembre o caso:

Durante a ação que capturou Glaydson, os agentes encontraram mais de R$ 13,8 milhões em dinheiro e barras de ouro. Somente em 2021, O “Faraó dos Bitcoins” respondia a 13 ações penais e tinha contra ele seis prisões preventivas decretadas.

Glaidson, sua esposa e outras três pessoas (incluindo policiais e uma delegada), são acusados de montar um esquema de pirâmide financeira disfarçada de investimento em criptomoedas, as “bitcoins”. O Ministério Público acredita que essa quadrilha tenha movimentado mais de R$ 38 bilhões em operações ilícitas no Brasil e no exterior.

Na mesma decisão em que foi autorizado a transferência de Glaidson para participar das audiências, o juiz relata que há documentos que apontam a continuidade da atuação criminosa dele, mesmo após a sua detenção. “O Faraó” também teria continuado o seu papel de “líder” dentro da organização.

FONTE: CNN Brasil | FOTO: Reprodução