Método de pagamento representa um terço das doações religiosas, como o dízimo
O uso do sistema de pagamentos instantâneo Pix tem se popularizado em locais inusitados. Agora, avança pelas igrejas pelo país —em contribuições para dízimo durante as celebrações até a coleta de doações para compra de cestas básicas.
Pode-se dizer que o sistema é ecumênico. Foi adotado por igrejas católicas e evangélicas. As instituições religiosas atribuem a escolha do sistema à praticidade, agilidade, ausência de taxas e possibilidade de doações remotas feitas pelos fiéis.
Pesa a favor também a facilidade para realizar transferências de valores menores, formato de transação que recebeu o apelido de de “micropix”.
O método de pagamento, que bateu recorde com 50,3 milhões de transações em um dia em dezembro, já é o responsável por uma em cada três transações para ofertas religiosas, dízimos e contribuições para eventos de igrejas, segundo dados da InChurch, empresa de aplicativo de gestão financeira destinado ao setor, que possui cerca de 30 mil igrejas em seu portfólio.
No comércio de rua, o uso do Pix para transações de baixo valor também tem se popularizado. A facilidade para realizar transações de valores menores, o “micropix” é apontado como um grande benefício.
O Pix não tem taxa para transações feitas por pessoas físicas. As jurídicas estão sujeitas a cobranças que variam a depender do banco. A maioria isenta pequenos empresários e empreendedores enquadrados na categoria de microempreendedores individuais (MEI).
Segundo o Banco Central, o método de pagamento já foi utilizado pelo menos uma vez por 106,8 milhões de brasileiros desde sua implantação, em novembro de 2020. Seis em cada dez brasileiros fazem parte do grupo, segundo a autoridade monetária.
FONTE: Folha Online | FOTO: EBC
