
Médicos alertam que reposição do hormônio só deve ser feita por quem tem deficiência dele
Com venda liberada nas farmácias a partir de dezembro, os suplementos de melatonina prometem virar febre entre os desejam dormir melhor, mas os médicos alertam que a reposição desse hormônio só deve ser feita pelas pessoas que têm deficiência dele no organismo. Segundo eles, esses produtos não são eficazes no tratamento da insônia.
Nas redes sociais, as cápsulas de melatonina também estão propagandeadas como aliadas no emagrecimento, mas também não há nenhuma evidência científica sobre esse efeito. A melatonina já era comercializada em farmácias de manipulação com exigência de receita médica, mas uma decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de outubro último a colocou na categoria de suplementos alimentares, o que dispensa a prescrição.
Em países como os Estados Unidos e vários da Europa, o produto também é vendido como suplemento em doses mais elevadas (de 0,3 mg a 5 mg) do que a aprovada pela Anvisa (0,21 mg por dia).
Na aprovação do uso, a Anvisa diz que o suplemento é destinado a pessoas maiores de 19 anos e não deve usado por crianças, gestantes e lactantes. Reforça que não foram aprovadas alegações de benefícios associados ao consumo da melatonina.
Produzida pela glândula pineal, localizada na região central do cérebro, o hormônio melatonina tem a função de regular o relógio biológico das pessoas.
FONTE: Folha Online com BBC News| FOTO: Pixabay
