
Os dados reunidos na edição de 2026 do Anuário da Justiça Brasil traduzem a importância de instituições respeitadas e independentes para o fortalecimento do Judiciário brasileiro.
Essa avaliação foi apresentada por Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em seu discurso na cerimônia de lançamento do Anuário, na noite desta quarta-feira (10/6), no Salão Branco do Supremo Tribunal Federal.
Para Simonetti, ao longo de 20 edições, a publicação tem expressado princípios constitucionais conhecidos da advocacia e esta edição, em especial, reforça a importância do ofício para o fortalecimento do Judiciário.
“O Anuário, ao tornar mais visível o papel da OAB em causas estruturantes, reforça a mensagem central: Judiciário forte exige uma advocacia respeitada. E não há advocacia respeitada sem prerrogativas garantidas e sigilo profissional preservado”, afirmou o presidente da entidade.
Simonetti afirmou ainda que a OAB e o STF trabalham juntos para construir uma Justiça mais “acessível, transparente, legítima e atenta às demandas da sociedade” e disse esperar que a edição de 20 anos do Anuário “reafirme a Justiça como patrimônio de todas e todos nós”.
Além de Simonetti, também discursaram no evento presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin; a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Vanessa Mateus; o presidente do Instituto Consenso, Pablo Meneses; e o diretor da revista eletrônica Consultor Jurídico, Márcio Chaer.
Entre as autoridades presentes no evento estiveram os ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e o ministro aposentado Ricardo Lewandowski; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, além dos ministros da corte Sebastião Reis Júnior e Afrânio Vilela; os ministros do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra, Cristina Peduzzi, Alexandre Ramos, Alberto Balazeiro, Morgana de Almeida e Fabrício Gonçalves; Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, além do ministro Péricles Queiroz e da ministra Verônica Stermann; o ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas; e Tarcijany Linhares, defensora pública-geral da União. Autoridades dos Judiciários estaduais e advogados também estiveram presentes na celebração.
Leia a íntegra do discurso de Beto Simonetti:
É uma honra, em nome da advocacia brasileira, participar do lançamento da edição de 20 anos do Anuário da Justiça Brasil 2026.
Saúdo os representantes da Fundação Armando Álvares Penteado, da Revista Conjur, e toda a equipe que, ao longo de duas décadas, transformou a obra em referência para quem deseja compreender o Judiciário brasileiro com rigor.
O anuário tornou-se memória viva. Acompanhou mudanças constitucionais, reformas processuais, as decisões de magistrados e ministros, e mostrou como o Judiciário influencia a vida política e econômica do país.
É um reflexo da Justiça e, de certo modo, um espelho do próprio Brasil.
Um país sem memória é um país sem futuro. Ao preservar a história do sistema de Justiça, o Anuário também projeta nosso futuro institucional.
Ao longo de suas 20 edições, a obra traduz um princípio constitucional que a advocacia conhece bem: não há Justiça sem instituições fortes; e não há instituições fortes sem independência, responsabilidade compartilhada e diálogo permanente.
A advocacia é peça indispensável nesse cenário. O anuário, ao tornar mais visível o papel da OAB em causas estruturantes, reforça a mensagem central: Judiciário forte exige uma advocacia respeitada. E não há advocacia respeitada sem prerrogativas garantidas e sigilo profissional preservado.
Nesse sentido, as trajetórias do STF e da OAB se cruzam nesse compromisso: na busca por uma Justiça acessível, transparente, legítima e atenta às demandas da sociedade.
Espero que esta edição de 20 anos reafirme a Justiça como patrimônio de todas e todos nós.
