ChatGPT não pode ser utilizado para dar consultoria personalizada que exija licença de um profissional – como é o caso de consultoria jurídica ou médica. É isto o que dizem as Políticas de Uso da ferramenta, que foram atualizadas no último dia 29.

Confira o trecho:

Ao utilizar os serviços OpenAI, você deve seguir as seguintes Políticas de Uso:

  • Proteja as pessoas. Todos têm direito à segurança. Por isso, nossos serviços não podem ser utilizados para estes fins:
    (…)
  • fornecimento de consultoria personalizada que exija licença, como consultoria jurídica ou médica, sem o envolvimento adequado de um profissional licenciado

Ainda de acordo com o texto da plataforma, “nossas regras não substituem requisitos legais, deveres profissionais ou obrigações éticas que devem influenciar a maneira como as pessoas utilizam a IA”.

Ainda não está claro qual será o alcance prático dessa regra no uso cotidiano da ferramenta.

“Conselheiro”

Após a circulação de notícias sobre a alteração, Karan Singhal, líder na equipe de “Helth IA” da empresa, afirmou, no X, que é falsa a informação de que essa é uma atualização recente.

Ele afirma que “o ChatGPT nunca substituiu aconselhamento profissional, mas continua sendo um excelente recurso para ajudar as pessoas a compreenderem informações jurídicas e de saúde”.

O que diz o ChatGPT?

Questionado sobre a atualização, a própria ferramenta de IA afirma que a regra não é nova, mas foi reafirmada e consolidada na recente atualização dos termos de uso.

A plataforma também apresentou uma tabela sobre o que é permitido com relação a dúvidas jurídicas levadas à ferramenta:

FONTE: Migalhas | FOTO: Freepik