Desembargador Marília de Castro Neves também é ré por calúnia por ter publicado informações falsas sobre Marielle Franco nas redes sociais

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Marília de Castro Neves, publicou em seu perfil no Facebook uma retratação por ter ofendido o ex-deputado Jean Wyllys em 2015, quando disse que ele deveria ir para o paredão. Marília também é ré por calúnia no Superior Tribunal de Justiça por ter publicado informações falsas sobre Marielle Franco. A informação está no blog de Guilherme Amado, no site da revista Época.

Marília era ré no mesmo tribunal por injúria a Jean Wyllys, crime descrito no artigo 140 do Código Penal e sujeito a pena de 1 a 6 meses de prisão.

Ao oferecer a queixa-crime, em março de 2018, Jean Wyllys alegou injúria em uma publicação feita pela desembargadora no Facebook. Escreveu Marília Castro Neves em 2015 :

“Eu, particularmente, sou a favor de um ‘paredão’ profilático para determinados entes… Jean Willis [sic], por exemplo, embora não valha a bala que o mate e o pano que limpe a lambança, não escaparia do paredão”.

No dia 12 de junho, em uma publicação reservada a amigos, escreveu a desembargadora (veja a reprodução da mensagem abaixo):

“Venho, pela presente publicação, cumprir um dos itens do acordo extrajudicial celebrado com o ex-deputado federal Jean Wyllys.

‘Por meio da presente manifestação, gostaria de oferecer a devida retratação de mensagem por mim publicada no Facebook no dia 29 de dezembro de 2015.

Naquele dia, em meio a uma discussão de natureza política, acabei fazendo referências ofensivas ao Sr. Jean Wyllys de maneira excessiva e inapropriada.

Muito embora eu não partilhe das mesmas convicções políticas do ex-Deputado Federal Jean Wyllys, nao o conheço pessoalmente e nada devendo dizer que possa desabonar sua pessoa, sua honra e conduta como cidadao, sendo certo que nossas divergências não vão além do plano das ideias.

Lamento o mal causado pela escolha inapropriada de palavras ,peço desculpas e retrato-me de maneira integral da publicação.'”

O acordo previa que Jean Wyllys desistisse de levar à frente a ação penal. Após o assassinato de Marielle, a desembargadora publicou em seu Facebook que a vereadora era “engajada com bandidos” e havia sido “eleita pelo Comando Vermelho”. Afirmou ainda que sua morte estava relacionada ao seu engajamento político.

FONTE: Blog Guilherme Amado | FOTO: Reprodução Facebook

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