
O Facebook afirmou nesta sexta-feira (28) que um ataque à sua rede de computadores levou à exposição de informações de quase 50 milhões de usuários, segundo reportagem publicada no site do The New York Times.
De acordo com o site da Época Negócios, a empresa descobriu a infração no início desta semana e avalia que os invasores exploraram um recurso no código da rede que permitiu que os hackers assumissem as contas de usuários.
“Está claro que os invasores exploraram uma vulnerabilidade no código do Facebook que impactou a funcionalidade “Ver Como“, que permite às pessoas verem como seus perfis aparecem para outras pessoas. Isso permitiu que eles roubassem tokens de acesso ao Facebook, os quais usaram para entrar nas contas das pessoas”, afirmou a rede social, em comunicado à imprensa.
Segundo a reportagem, o Facebook corrigiu o problema e notificou a polícia.
Mais de 90 milhões de usuários da rede foram forçados a sair de suas contas na manhã desta sexta-feira (28), em uma medida de segurança para que suas contas pessoais não fossem comprometidas.
O Facebook afirma que não sabe a origem ou identidade dos hackers, tampouco ainda avaliou completamente o alcance do ataque. A empresa está nos estágios iniciais de sua investigação.
“Ainda temos que determinar se essas contas foram mal utilizadas ou se alguma informação foi acessada. Nós também não sabemos quem está por trás desses ataques ou onde os invasores estão localizados”, informou a companhia.
O ataque vem em um momentos difícil da rede social. A empresa enfrenta um processo pelo vazamento de informações de usuários e influência em uma campanha de desinformação nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016.
Também está enfrentando a ameaça de regulamentação de Washington por preocupações sobre seu crescimento “descontrolado”.
Além disso, o Facebook ainda está se recuperando das consequências da crise do escândalo Cambridge Analytica. A companhia britânica pode ter obtido indevidamente dados de até 87 milhões de usuários da rede social de Mark Zuckerberg.
FONTE: Época Negócios